Não tenho muita habilidade pra escrever. Foda-se. É, foda-se é a palavra, é a nossa palavra. Quem escreve aqui é G, outro G, não o G de Gabriela, e sim o G de Gabriela sem o A, rá!
Certo, parei.
Estou cursando a faculdade, assim como ela. Eu iria cursar a mesma faculdade que a Gabriela, mas por motivos que eu não sei bem, eu mudei de última hora. Primeira coisa que aprendi foi que você precisa usar a linguagem de seu público. Não me importa quem está lendo isso aqui, porque vou fazer o post pra dona do blog. E vou falar na linguagem dela, até porque, somos irmãos.
Aprendi, fora da faculdade, que a Avaiana de Pau ensina as quiancinha, e que a perfeição está nos olhos de quem vê. Tenho boa memória, mas não me lembro se conheci a Gabi no final de 2006 ou no começo de 2007. Ainda assim, ela foi um puta presentão, e vou chegar onde quero chegar em breve, e explicar porque foi tão bom assim.
"Mas tio!" Vocês irão me perguntar. "Comassim a perfeição nos olhos de quem vê WTF?" Calma, meu caro leitor de merda, aqui está um teste que prova isso em quase cem por cento. Foram colocados os perfis de três bem sucedidos líderes mundiais, e o que estava em jogo, na verdade, não era sua política, e sim sua vida pessoal, aquela que ninguém conhecia. Aqui vai:
Candidato A: foi ligado a curandeiros, consultava astrólogos com freqüência. Possuía duas amantes. Sua mulher era lésbica. Fumava muito. Bebia de oito a dez martinis por dia.
Candidato B: não conseguia permanecer no emprego, por causa de sua arrogância. Dormia a manhã inteira. Usou ópio no colégio, e sempre foi considerado um mau aluno. Bebia um copo de conhaque todas as manhãs.
Candidato C: foi condecorado como herói. Era vegetariano. Não fumava. Tinha uma disciplina exemplar. Ocasionalmente bebia uma cerveja. Permaneceu com a mesma mulher nos seus momentos de glória e nos seus momentos de derrota.
Eu sei que isso não vem a calhar, mas eu ri do primeiro. E aposto como vocês jamais escolheriam o primeiro como melhor dos três. Pois bem, ele foi Franklin Roosevelt, um dos maiores presidentes que a América já elegeu. O segundo? Quem liga pra ele? Ele era ruim na escola! Aliás, como ele conseguia levar ópio pra lá? Enfim, ele foi Winston Churchill, uma pessoa ainda mais bem sucedida do que a primeira, que ficou famosa pela frase "Nada se consegue sem sangue, suor e lágrimas."
Mas agora a coisa fica séria, quando chegamos ao terceiro. E agora eu vos revelo porque estou falando diretamente com a criadora do blog. O nome do candidato C foi Adolf Hitler. Escreveu dois livros ou mais, dois best-sellers. Em sua ganância, foi comparado a Bonaparte. Nenhum outro líder no mundo conseguiu tantos discípulos como Hitler, e aposto que ele teve mais seguidores na Alemanha do que o Ashton no twitter.
A coisa é que eu cheguei onde eu queria. Quem inventou esse negócio de perfeição não tá com nada. O legal é ser mesmo imperfeito. Qual o problema em assumir isso? Qual o problema em sair de pantufas na rua, tropeçar e rir de si mesmo, ou começar a gargalhar sem razão no ônibus? A gente não precisa ser perfeito pra ser perfeito. É isso mesmo. A pessoa realmente perfeita é aquela que lida com seus defeitos muito bem, e não muda nada por ninguém, nem mesmo o que tem de errado, pois sabe que faz parte dela.
Eu precisava de alguém como eu. Precisava de alguém pra amar como se fosse da família, precisava de alguém que eu pudesse dizer que nasceu da mesma mãe. E agora, Gabi, eu posso te dizer isso. Não nascemos da mesma mãe, não temos o mesmo sangue, mas isso tudo é material demais. Somos irmãos e não te deixarei, e eu te amo. Porque quando te conheci, era uma época boa, festiva, e eu ganhei você, uma irmãzinha, alguém que eu conheci e falei "eu vou ficar bem daqui pra frente".
"Porque agora eu tenho alguém pra cuidar."
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